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segunda-feira, 26 de novembro de 2007

A Bela Adormecida em bailado

Teve ontem estreia no Teatro-Cine da Covilhã o famoso bailado "A Bela Adormecida", pelo Ballet Estatal da Ópera de Bashkir, da Rússia, que combina a composição musical de Tchaikovsky e a coreografia de Marius Petipa, que dão cor ao conto de Charles Perrault. O espectáculo, promovido pela produtora Classic Stage, conta com 70 artistas em palco, estando dividido num prólogo e três actos. O talento dos bailarinos, a efusão das cores, do guarda-roupa e do cenário, assim como a excelente sonoridade despertam o interesse de qualquer locutor, transmitindo de uma forma diferente a tão cohecida história. Esta companhia de ballet é conhecida internacionalmente e já actuou em países como o Japão, os E.U.A. e o Egipto.

Aqui fica um excerto (rudimentarmente filmado) da parte em que Bela adormece:

domingo, 4 de novembro de 2007

Paula Rego e as suas histórias...


De entre todas as interpretações dos contos tradicionais na pintura, a que mais se destaca é a de Paula Rego. A ilustre pintora portuguesa ilustra no seu trabalho a interpretação pessoal que efectuou das mais e menos conhecidas histórias. Há quem diga que é macabra, horrenda. Eu vejo nela uma nova demonstração da realidade escondida na fantasia. Jamais poderemos usar as telas como ilustração de livros de contos para crianças como é óbvio. Temos sim que observá-las e tentar descobrir a sua intenção..o propósito de as conceber existiu..

"Foi uma terapia de inspiração jungiana que reanimou em Paula Rego o gosto pelas histórias. A sua pintura passou, então, a ter uma componente narrativa. Desse período, data o interesse pelos contos tradicionais portugueses.
Os contos avivaram o que lhe contavam quando era pequena. Recordou a artista: «Eram histórias muito boas, com lobos e avós... Relembrei-me dessas histórias. Ajudou-me muito. Depois, a Fundação Gulbenkian foi extraordinária. Eu disse: 'Preciso de dinheiro'. E eles: 'Faça o que quiser, arranje uma desculpa e vá trabalhar'. Foi nessa altura que estive seis meses no British Museum a ler sobre contos tradicionais do mundo todo. O regresso ao desenho significou um 'contar histórias' de maneira mais directa. E assim continua agora»."